A avó do MP3 deixa a netinha para trás

Os mais jovens muito provavelmente nunca ouviram falar em fita cassete, ou simplesmente K7, como esse pequeno dispositivo usado para gravar e reproduzir áudio ficou conhecido desde o seu lançamento, no início da década de 60. Ele virou febre nas décadas de 70 e 80 e dominou completamente o mercado no início dos anos 90.

Se fosse possível fazer uma árvore genealógica de apetrechos tecnológicos, seria possível dizer, grosso modo, que a fita cassete foi a mãe dos CDs, uma segunda geração de gravadores e reprodutores de áudio compactos, e avó do MP3, hoje a tecnologia dominante para arquivo e reprodução de áudio em dispositivos móveis como iPods, por exemplo.

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Porém, os dias de glória dessa vovozinha, que ficou no ostracismo por muitos anos e esteve ameaçada de extinção, parecem estar perto de serem revividos. A empresa japonesa Sony revelou ter desenvolvido a tecnologia necessária para produzir uma fita cassete capaz de armazenar 64.750.000 músicas.

E são dois os quesitos que fazem diferença em relação aos reprodutores e gravadores de áudio: capacidade de armazenamento e qualidade de som. Com capacidade tão grande de armazenamento, se as fitas cassete da Sony conseguirem uma qualidade de som igual ou superior aos dispositivos que reproduzem mp3, estes últimos estarão condenados a virar objetos de museu.

Confira nas próximas páginas o que promete e como funciona essa nova geração de fita cassete.